TRABALHANDO A INCLUSÃO NA SALA DE AULA

Silvio Santiago Vieira

Geralmente quando vamos trabalhar com pessoas portadoras de necessidades educativas especiais (PNEES), ficamos com medo por não termos sido preparados pedagogicamente para desenvolver um currículo que flexibilize nossas ações, visando a inclusão de todos aqueles com quem trabalhamos.

Da mesma forma acontece quando nos deparamos,por exemplo, com um deficiente visual na rua. Geralmente não sabemos como nos comportar em situações que exigem a nossa ajuda a essas pessoas.

- Mas quais são as nossas atitudes quando nos deparamos na rua com uma pessoa PNEES?

- Quais as nossas atitudes quando recebemos na sala de aula um aluno PNEES?

Geralmente nossas atitudes são:

- medo;

- não saber o que fazer;

- dizer que não fomos preparados para trabalhar com alunos PNEES

- reclamar com a direção da Escola que não quer aquele aluno em sua classe, pois já tem problemas demais com alunos mal comportados.

- Receber o aluno, mas excluí-lo do seu meio. Deixa-lo na sala de aula como um objeto que não fala, não faz nada.

Por que será que tomamos essa atitude se normalmente esse aluno se comporta bem dentro da sala de aula? Se aparentemente ele parece ser um aluno “NORMAL”, o tipo de aluno que se pede a Deus pra ter dentro de sua classe.

Provavelmente as possíveis respostas seriam porque ele é deficiente ou porque ele é especial. A charge,  demonstra claramente o comportamento dos professores quando recebem em suas classes uma pessoa com deficiência.



É importante ressaltar que não podemos penalizar esse aluno. Mas geralmente não é isso que fazemos, pelo contrário, mostramos e ensinamos aos nossos alunos, que somos preconceituosos e cheio de esteriótipos. Infelizmente os outros alunos, os ditos normais, ao mirar-se no professor, vão tomar a mesma atitude, fazendo, assim, que o preconceito se perpasse de geração em geração.

A educação é uma chave. Chave que abre a possibilidade de transformar o homem anônimo, sem rosto, naquele que é sujeito de sua própria reflexão, da reflexão do mundo e da sua própria história. Então, partindo desse pensamento,  o que nós enquanto professores, formadores de opiniões e atitudes, podemos fazer para efetivar esse ideal e proporcionar aos nossos alunos a oportunidade de quebrar preconceitos e livrar-se de esteriótipos?

Devemos:

1- Abraçar a proposta da inclusão e fazer dela um desafio;

2- Acolher os alunos PNEES na sala de aula regular e trata-lo como um aluno normal, possuidor de limitações e potencialidades;

3- Elaborar suas aulas visando a flexibilização curricular.

Já diz Rego (1995), "A Escola deve ser um espaço para as transformações, para as diferenças, para as contradições e para a colaboração mútua e para a criatividade”.

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